Operadoras abandonam os planos de saúde individuais

Fonte: JCOnline.

Este mês as operadoras Amil, Camed e Golden Cross deixaram de vender a modalidade ou restringiram suas vendas.

Desde o início do mês três operadoras de saúde deixaram de vender planos de saúde individuais ou restringiram a comercialização da modalidade. Na última quinta-feira, a Amil deixou de vender planos individuais. A Camed e a Golden Cross passaram a restringir as vendas, informam corretores de seguro ouvidos pelo JC. No Recife, quem quiser contratar individualmente um plano neste momento só terá disponível planos da Unimed Recife, Hapvida e Viva Planos de Saúde.

Se quiser outras bandeiras, o usuário terá de contratá-las por meio dos planos por adesão, disponíveis por meio de administradoras de benefícios Qualicorp e Unifocus (da Amil), ou através de contratos de pessoa jurídica com, no mínimo, duas vidas seguradas, para o caso de microempreendedores individuais. Os planos por adesão exigem que a pessoa seja vinculada a alguma entidade de classe ou sindicato. O mercado segue o caminho trilhado há mais de uma década pelas seguradoras Sul América e Bradesco Saúde, que abandonaram os planos individuais e operam apenas no mercado de planos coletivos.

Com isso, os corretores de planos de saúde perdem cada vez mais mercado, mas a maior perda mesmo é do próprio cliente, que passa a não ter garantida uma série de benefícios previstos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Ao contratar um plano coletivo, a pessoa é enquadrada como pessoa jurídica. Com isso, ela fica sujeita a dois reajustes de preço por ano: o aumento anual do setor e o por sinistralidade, que acontece quando a pessoa usa muito o plano. Além disso, a operadora pode rescindir o contrato com a pessoa, de forma unilateral, caso o contrato não seja economicamente viável para a empresa”, explica o corretor de seguros, Mário Batista Filho.

A maior liberdade para reajustar preços é o que leva as operadoras a abandonarem cada vez mais os planos individuais, que sofrem uma regulação forte com os individuais. O reajuste anual para os planos individuais é definido pela ANS, enquanto no coletivo as empresas são livres para colocar qualquer índice de aumento. Desde o ano 2000, o mercado de planos individuais cresceu cerca de 76%, aumentando de 5,6 milhões de beneficiários para 9,9 milhões no final do ano passado. Neste mesmo período de 12 anos, os planos coletivos passaram de 11,3 milhões de usuários para 37 milhões, num crescimento de 227%, um ritmo de crescimento três vezes maior.

A Golden Cross e a Camed confirmaram que restringiram suas vendas aos canais próprios (Golden Fone) e na loja seda da Camed. A Amil não negou o movimento. Informou apenas que “está estudando uma renovação de sua grade de produtos em comercialização.”

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